17 de maio de 2009

Retorno ficou 8% acima da meta no período

Os fundos de pensão brasileiros encerraram fevereiro com uma rentabilidade acumulada no bimestre de 2,1%. Tal resultado é 8% superior à meta atuarial de INPC + 6% no período, devendo ser lembrado que esses percentuais ainda não traduzem os melhores momentos da renda variável este ano, uma vez que a Bolsa só acentuou a sua alta a partir de março.




em fevereiro o retorno dos investimentos ficou em 0,54%, fruto da rentabilidade da renda fixa (0,98%) e da variação negativa das ações (-0,58%) no mês.



Ao final de fevereiro os fundos de pensão exibiam uma carteira de ativos na altura dos R$ 425,6 bilhões. (Abrapp)





Rendimento mínimo deve cair - Diretor executivo do Banco Itaú e ex-diretor do Banco Central, o economista Sergio Werlang disse que a tributação nos rendimentos da poupança acima de R$ 50 mil resolve a questão “por enquanto”, mas afirma que, se o Brasil conseguir conviver com taxas de juros mais baixas, em torno de 7,25% ao ano, serão necessárias novas mudanças.



— Estamos chegando a uma situação que não conhecemos ainda de juros nominais muito baixos no Brasil. Dependendo do comportamento da economia com essas taxas, poderá ser necessário que haja novas alterações nas regras da poupança mais para frente, para continuar a redução na taxa de juros — disse Werlang, no XI Seminário de Metas de Inflação do Banco Central (BC), no Rio.



Já o ex-diretor do BC Luiz Fernando Figueiredo está convencido de que a medida é paliativa, já que ela está atrelada aos juros em queda. Outro ex-diretor do banco, Ilan Goldfajn disse que a iniciativa vai evitar, no curto prazo, um piso para a queda da taxa Selic, mas disse que ela é insuficiente: — As medidas são válidas num primeiro momento, mas o governo terá que promover uma reformulação estrutural.



Goldfajn está convencido de que, no futuro, o governo terá que mexer também com o rendimento dos fundos de pensão, que tem hoje rendimento real entre 5% e 6% acima da inflação.



Tanto no caso da poupança quanto dos fundos, estes percentuais são compatíveis com juros elevados e não em queda.



O economista José Márcio Camargo, da PUC-Rio, concorda. — Os fundos de investimento serão inevitavelmente atingidos. O economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Rubens Sardenberg, afirmou ontem que uma proposta definitiva passa pela eliminação do piso fixo do rendimento da poupança. Ele avalia que o tema foi politizado. — Um assunto que deveria ser positivo, porque estamos falando de queda de juros, virou uma coisa complicada.
Fonte: O Globo


Sobre o Blogueiro:
Rogério Ubine é carteiro na cidade de Ribeirão Preto, Diretor Nacional da FENTECT e Vice Presidente do Comitê Postal da UNI-AMÉRICAS

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