Os carteiros viraram alvos dos assaltantes em Franca e em menos de 24 horas dois ataques foram registrados. Funcionários dos Correios se viram ameaçados de morte por criminosos armados com revólveres. Eles levaram mercadorias transportadas pelos profissionais. De acordo com a polícia, o principal objetivo dos ladrões é roubar malotes com o desejo de encontrar cartões de crédito, talões de cheques e principalmente produtos comprados pela internet antes de serem entregues aos destinatários.
A semelhança nas ações sugere a existência de uma quadrilha especializada. O primeiro deles aconteceu por volta das 14 horas do último dia 12, no Jardim Samello. O carteiro JAB, 59, estava dirigindo uma Perua Kombi dos Correios pela Rua Coronel Tamarindo. Quando parou no cruzamento com a Rua Sabina Cândida Rodrigues foi dominado por um assaltante armado, que usava capacete. Ele foi obrigado a abrir a porta traseira do veículo e teve levada uma caixa que seria entregue numa locadora da cidade. O bandido fugiu numa moto cujo comparsa o aguardava poucos metros à frente.
No dia seguinte, às 10h30, outro carteiro SS, 44, viveu a mesma situação. Ele havia acabado de deixar o CEE (Centro de Entregas e Encomendas) da Vila Chico Júlio quando foi abordado por dois homens numa moto vermelha. Os assaltantes levaram o Sedex, que teria como destino um cliente no Centro. Não houve feridos.
O diretor responsável pelo CEE, Sergio Luiz Pereira, que não quis gravar entrevistas, entende a situação como muito preocupante. Segundo ele, hoje a empresa é responsável por entregar cerca de 1.500 encomendas em Franca diariamente. A maior parte é formada por produtos comprados pela internet. Pereira informou que o aumento da demanda foi de 30%, num comparativo entre 2008 com 2009. Por isso, o interesse crescente dos ladrões.
O diretor regional do Sindicado dos Trabalhadores dos Correios, Luiz Carlos da Silva, afirmou que os ataques contra os profissionais, no geral, têm aumentado. Silva disse que antes em Franca só ocorriam furtos de malotes - ele não disse quantos. Esta nova modalidade, no entanto, é comum nos grandes centros. "Em Campinas quase todo dia acontece um roubo. Aqui em Franca começou agora, mas já está preocupando. Nos reunimos com a polícia e esperamos o apoio deles. Não que a viatura vai rodar atrás da Perua dos Correios, mas queremos que o patrulhamento seja intensificado", disse o sindicalista.


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