A TIAA-Cref tornou-se o primeiro grande gestor de ativos americano a vender participações em quatro companhias petrolíferas asiáticas devido a preocupações com violações dos direitos humanos no Sudão. A decisão aumentará a pressão sobre outros investidores para que cortem os laços com tais empresas.
A TIAA-Cref, com US$ 400 bilhões sob sua gestão, disse na noite de segunda-feira ter se desfeito de participações na PetroChina, Hong Kong CNPC e na Sinopec, empresas estatais chinesas de petróleo, e na indiana Oil and Natural Gas Corporation.
A gestora americana tinha pequena participação nas empresas e a decisão não diminui imediatamente o interesse em ações da PetroChina negociadas em Hong Kong, que subiram 5% na terça-feira, após a companhia anunciar que sua controladora estava comprando suas ações. Ontem as ações caíram devido ao colapso de um negócio de gás na Austrália.
A decisão da TIAA-Cref foi uma vitória para ativistas que vêm exortando grupos financeiros a vender ações de empresas que fazem negócios com o regime sudanês.
Organismos internacionais e países estrangeiros condenaram o governo sudanês por violações dos direitos humanos durante o conflito com os rebeldes em Darfur.
A venda de ações pela TIAA-Cref, que captou cerca de US$ 60 milhões, incentivará pressões para que outras grandes empresas gestoras de fundos mútuos venham a seguir o exemplo. Apenas fundos de pensão estatais americanos , e não companhias com fins lucrativos têm suprimido suas participações em empresas com vínculos com o Sudão.
O Calpers, fundo de pensão do Estado da Califórnia, proibiu investimentos em nove empresas, entre elas CNPC e PetroChina, três anos atrás, mas ainda não se desfez de participações em outras empresas identificadas como tendo possíveis vínculos com o Sudão. A TIAA-CREF, responsável pela gestão de fundos de pensão e prestadora de serviços financeiros a instituições acadêmicas, médicas e de pesquisa, disse haver cumprido sua promessa de vender suas participações em empresas que "se recusam a reconhecer o genocídio [no Sudão] e a se engajar em um diálogo construtivo sobre ele".
Fonte: Valor
7 de janeiro de 2010
Direitos humanos fazem fundo vender ações
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