A ANAPAR encaminhou, em 20.02.09, correspondências à Ministra Chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, ao Ministro da Previdência Social, José Pimentel e ao Secretário de Previdência Complementar, Ricardo Pena, denunciando as tentativas de troca do presidente e diretor da Fundação Real Grandeza. A entidade solicita a interferência dos ministros e do secretário para que não se consume esta ameaça aos legítimos interesses dos participantes e assistidos dos fundos de pensão.Veja trechos da carta:
“Está agendada, para a próxima quinta-feira, dia 26 de fevereiro, reunião do Conselho Deliberativo da FUNDAÇÃO REAL GRANDEZA, entidade patrocinada pelas empresas públicas Furnas Centrais Elétricas e Eletronuclear, para decidir sobre a demissão de seu atual presidente, Sérgio Wilson Fontes, e do diretor Ricardo Nogueira. Segundo denúncias das entidades representativas dos trabalhadores, a destituição se daria por motivações políticas e por pressão do PMDB e de deputado filiado a esta sigla no Estado do Rio de Janeiro.”
“Não pesa, sobre os atuais dirigentes da Real Grandeza, qualquer acusação de malversar os recursos da entidade. Muito pelo contrário. A gestão dos dirigentes é reconhecida pelo mercado, pelas demais entidades e pelos próprios participantes como uma gestão correta no investimento dos recursos e na administração dos planos de benefícios. Desde que assumiram o comando em 2004, após verificado prejuízo de R$ 153 milhões com aplicações no Banco Santos, na gestão dos atuais dirigentes se acumulou uma rentabilidade de 81% e um superávit de R$ 1,2 bilhão, fruto das medidas que adotaram neste período e da política de investimento por eles revista.”
“A tentativa de destituição não é a primeira. No segundo semestre de 2008, iniciativa semelhante foi abortada pelo protesto dos associados da Fundação, dos sindicatos de trabalhadores e associações de aposentados. Agora, novamente se volta à carga e novamente as entidades representativas organizam ações para barrar esta pretensão absurda – já houve paralisação dos funcionários da empresa e novas paralisações deverão ocorrer enquanto perdurarem as ameaças.” “A preocupação de todos os participantes é que este tipo de nomeação política de dirigentes vinculados a compromissos que não sejam a administração correta das reservas do fundo, possa trazer prejuízos ao patrimônio das Fundações e comprometer, no futuro, o pagamento dos benefícios.”

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