22 de setembro de 2009

Porque aceitamos a proposta de acordo

A nossa campanha salarial teve inicio ainda em julho, com a apresentação da pauta nacional de reivindicação. Nossos eixos de luta entre outros: 41% de perdas; R$ 300,00 linear. Houve várias rodadas de negociação onde no final foi apresentada somente a inflação do período. Desde o início a empresa, leia-se o governo, dizia que as diretrizes do acordo visava um acordo para dois anos. No SERPRO (empresa de processamento de dados do governo) foi fechado assim, e o Ministério do Planejamento estabelecia como diretriz este padrão. Cabe dizer que em várias partes do mundo existem acordos salariais de até quatro anos (exemplo o Canadá, onde Rogério Ubine esteve, com os companheiros e companheiras: Zélia (RJ), Ivan (PR) e Sandra (GO) ). Neste sentido “não interessa se é de dois anos, interessa os ganhos que trarão pra categoria”.



Quando iniciamos a greve da categoria, tínhamos um quadro de reajuste somente da inflação do período, pelo IPCA de 4,5%, sem vale extra em dezembro e com um reajuste de R$ 0,90 no vale-alimentação. Nos últimos tempos esta era a pior proposta para nossa categoria. A greve começa forte para garantir reajuste salarial descente, com 33 sindicatos dos 35 paralisados. Depois da greve dos 30% esta greve estava sendo a maior, tão forte quanto a anterior. No primeiro dia de greve os trabalhadores foram para uma atividade na Câmara dos Deputados e pressionaram o Ministro Hélio Costa, que afirmou que o problema de não ter proposta melhor era do Ministro Paulo Bernardo, do Planejamento. Então houve uma pressão sobre o governo até pelo tamanho da greve onde foi apresentada uma proposta. Esta proposta trazia enfim, o tal falado acordo de dois anos. Na proposta também trazia além da recomposição da inflação do período a antecipação da inflação do próximo ano, com o incremento de que se a inflação for superior aos 4,5 % previsto pelo governo a ECT reconstituiria a diferença. Também foi proposto a titulo de ganho real R$ 100,00 linear a partir de janeiro de 2010. Esta proposta garantiria aos trabalhadores um ganho real na base de 15% em dois anos. No ganho geral 25% na base. Além disto o reajuste no vale-alimentação de R$ 21,50 para agora, e R$ 23,00 em agosto de 2010. O reajuste no Vale cesta para R$ 120,00 agora, e R$ 130,00 em agosto de 2010. O vale extra para o final deste ano e para o final do ano que vem.

Esta proposta não vem original de fabrica, houve vários exercícios com sindicalistas antes da greve sobre uma boa proposta para os trabalhadores, inclusive parte da direção do sindicato foi consultada no domingo a noite (13/09) sobre esta proposta pelo nosso membro eleito no Comando Shumacker, que estava em reunião discutindo essa alternativa, e disse que não acreditava que a empresa daria isto, porque era ótima para os carteiros, boa para os atendentes e OTT e não tão boa para o nível superior. Era uma proposta que nós brigávamos por anos, de reajustes linear, que é bandeira na FENTECT, sempre foi para derrubar o abismo entre o maior e o menor salário. E disse e repito, uma acordo de dois anos com esta formatação é um ganho extraordinário para a categoria.

Lamentavelmente tudo que é novo assusta, mudar cultura não é fácil, então começou-se a criar na categoria , principalmente em nossa lideranças a repulsa aos dois anos. Na era da tecnologia, das redes de relacionamento (Orkut, MSN, etc), os trabalhadores de todo o Brasil debatem e discutem. E existem redes imensas de nove mil trabalhadores de correios, outras de quatro mil trabalhadores e os debates se estabelecem com trabalhadores de todo o Brasil. Hoje quer queira ou não, estas redes são instrumentos de discussão e debate, formadoras de opinião que influenciam nas discussões de base. Nestas redes a repulsa era generalizada, e repito até na rede já se debatia a possível proposta. Porém começamos a ver os debates e analisar os argumentos para não aceitar um acordo de dois anos, se não vejamos:

O principal argumento era de que em ano eleitoral as negociações tendem a ser melhor. Que os governistas da federação queriam blindar o governo em ano eleitoral.

Bom, é verdade que o governo com esta proposta quer mesmo evitar desgaste em ano eleitoral, disto eu não tenho dúvida nenhuma e que as correntes chamadas governistas até compartilham desta opinião. Porém as pessoas esquecem que a chamada “ultra-esquerda” PSTU e PCO, também tem interesse no acordo de um ano. Isto porque eles usam a campanha salarial, pra jogar seus candidatos nas portas dos CDDs, CTCE para fazer campanha eleitoral e detonar o governo Lula. Então há dois interesses; dois anos pra blindar e um ano pra atacar. Não existem posições nobres neste caso. Existe interesse político e partidários se forem analisar dos dois argumentos.

Quanto ao ano eleitoral ser melhor de negociar, os fatos falam por si só. Ano passado foi ano eleitoral e o índice de ganho foi de 7,37% em uma inflação de 6,37%. Em 2006 ano de reeleição do presidente Lula, a inflação foi de 1,5 % e nós tivemos um ganho de 6% em Agosto e mais 3% em fevereiro de 2007. Nada espetacular nada fantástico. Observem outra coisa, historicamente anos de eleição não tem greve, com exceção dos 30% do ano passado, que ai foi outra história.

Neste argumento, vemos que os ganhos reais da proposta são de 15 % pra base da categoria, isto em janeiro de 2010. Muito melhor que qualquer ano eleitoral.

Vencido este argumento pra mim, fui analisar o outro. Se fechar o acordo por dois anos não conseguiremos mobilizar contra o GTI-“Grupo Trabalho Interministerial” e a ECT será privatizada. Pelo amor de deus, este argumento é o pior argumento que ouvimos, isto porque o GTI tem previsão de que o Governo envie ao Congresso até o final deste mês, ou uma medida provisória , ou um projeto de lei que demandará debate e ações nos próximos meses dos sindicatos e dos trabalhadores. Olha este argumento é no mínimo irresponsável, dizer que nós só conseguiremos nos mobilizar na próxima campanha salarial contra a privatização da ECT é dizer que não teremos ações nos próximos meses de defesa dos correios, que os trabalhadores não são suficientemente conscientes da importância da luta pela sua empresa e só se mobilizam por causa de dinheiro. Olha companheiro a nossa luta em defesa dos correios é permanente, nos estamos colocando gente em Brasília, com comissão permanente em defesa dos Correios contra o Projeto de Lei 3677 do deputado Regis de Oliveira, e estamos aprovando moções nas câmaras de vereadores e mandando pra Brasília de repúdio a este projeto. Estamos fazendo atos e fizemos na cidade do deputado Regis de Oliveira, com caminhão de som. Na votação do ADPF lotamos a porta do STF e vencemos. E nossa luta nunca termina é o ano todo, então este negócio de vincular privatização com campanha salarial é mais uma tentativa de confundir os trabalhadores.

Ao analisarmos as propostas, levamos em consideração que a mesma foi arrancada pelos trabalhadores na greve. Que além da mesma ser muito boa, pois conjugada com nossa vitória dos 30% para os carteiros representa para esses trabalhadores não 9%, mas com acréscimo dos 30% 11%. Os R$ 100,00 não são R$ 100,00 para os carteiros e sim R$ 130,00. Vale também ressaltar o aumento de uma hora a mais no adicional noturno que começou a contar para quem trabalha no turno de madrugada. Também a adoção do adicional de triagem para a carteira que passa a trabalhar interna por motivo de gravidez, onde esta companheira não estava recebendo nada.

Companheiros, nós tivemos uma vitória espetacular no ano passado que foi os 30% para os Carteiros e os adicionais para OTT, ATENDENTE, MOTORISTA. Neste ano outra grande vitória 25% para base da categoria, conseguimos em 2 anos retirando a inflação, quase 50% de reajuste no salário dos trabalhadores de base, e infelizmente muitos estão vendo como perda isto.

Nossa decisão foi baseada na nossa avaliação econômica e política.

Avaliação econômica

O próprio DIEESE trouxe sua análise a avaliação de ganhos econômicos considerável para a base da categoria, porém nem precisava do DIEESE, qualquer pessoa que faz conta sabe o quanto isto representa. Neste requisito nossa avaliação foi de que a proposta era boa para a base da categoria e deveríamos aceitá-la.

Avaliação Política

Nossa decisão política se basea nas disputas que enfrentaremos nos próximos meses, sobre os rumos dos Correios. Para nós tão importantes como ganho econômico é preparar nossa categoria para o enfrentamento de defesa da ECT, para nós a saída naquele momento seria a coisa certa a fazer, pois atingiríamos os objetivos econômicos e políticos, de trazer ganhos consideráveis e manter a moral dos trabalhadores em alta, pois com apenas um dia de greve arrancamos uma proposta que 45 dias de negociação na mesa não tirou. Sem desconto de dias, onde demonstraríamos aos trabalhadores que não aderiram à greve que a luta vale a pena. Alias nosso lema tem de ser ganhar pra avançar!

Principalmente nos grandes centros econômicos a categoria é muito jovem, nos vivemos hoje outra conjuntura política no mundo e no Brasil. Na era Lula os trabalhadores não experimentaram ainda a derrota de uma greve, muita menos os descontos dos dias parados. Na greve de 21 dias, houve a compensação das horas e a FENTECT foi muito criticada por isto pelas correntes de ultra-esquerda, porém aquele acordo foi assinado por todos e trouxe nossa vitória dos 30%. Mas meus amigos sinceramente, muitos não sabem o que é ficar sem salário, sem tíquete, nós militantes antigos nos lembramos de 1997 sim, não quero dizer de demissão, porque hoje nós temos uma legislação que nos protege, mais do que naquela época. Porém quando você volta com desconto no salário e no tíquete o trabalhador perde apoio em casa com a família, que conta com cada centavo para pagar as contas e os “pelegos”, ou seja, os ratos começam a tirar sarro e dizer que: “vai agora atrás do sindicato, o meu tíquete chegou tudo certinho”.

Quando é o inverso a gente sacaneia os pelegos dizendo – “pelego você limpou o meu distrito”. E o pelego fica puto porque para ele, ele trabalhou e nós não trabalhamos e não descontou nossos dias.

Bom companheiro, nesta análise nosso sindicato em Ribeirão Preto decidiu aceitar a proposta e encerrar a greve. Não temos a pretensão de sermos os donos da verdade, mas respeitamos todas as posições políticas e espero que respeitem as nossas.

Quanto à coordenação política do COMANDO DE NEGOCIAÇÃO e da FENTECT

Só tenho a lamentar a situação de nosso movimento sindical. Nosso modelo está esgotado e não serve para a organização de nossa categoria. Alias nossa categoria não merece isto. Estamos neste processo repensando muitas coisas e queremos deixar claro que não culpamos uma pessoa, culpamos o modelo. Existem equívocos de todos os lados, desde gente despreparada até posições que não se aproximam de forma alguma. Acreditamos que o movimento sindical de correios deveria ser reorganizar em outras bases, porque hoje não é possível chegar dois informes em uma assembléia e ninguém, repito, ninguém confia nas posições da FENTECT, e neste sentido nós em Ribeirão Preto seguimos a nossa posição.

Carlos Decourt Neto - Presidente do SINTECT/RPO

Rogério Ubine - Diretor da FENTECT



Sobre o Blogueiro:
Rogério Ubine é carteiro na cidade de Ribeirão Preto, Diretor Nacional da FENTECT e Vice Presidente do Comitê Postal da UNI-AMÉRICAS

10 comentários:

Construindo a oposição no Sintect-MG disse...

Caro Ubine ,respeito sua posição mas infelismente não temos a sua bola de cristal que garante que a economia vai continuar como está (maquiada).Quando abrimos mão de negociar no ano que vem com a assinatura por dois anos,estamos entregando nossas armas,pois em anos eleitorais nosso poder de luta e barganha é melhor.Saudações sindicais.Agamenon Magalhães-Minas gerais.

ROGÉRIO UBINE - O CONSELHEIRO disse...

Agamenon, no acordo proposto foi colocado uma ressalva de que se a inflação do ano que vem for maior que 4,5%, que é a projeção do governo, haverá o pagamento da diferença.Então não há o que temer de instabilidade economica.No maisem 2006 o ganho real foi de 6,5%. Saudações sindicais -

James Magalhães disse...

Ubine,respeito a sua opinião,mas discordo.
Há 2 anos no acordo 2007/2008 a empresa pagou R$ 60,00 linear,fora a inflação claro,e o tícket passou de 15 pra 17, e abono de 500(claro que abono não é prioridade,mas é sempre algo a mais),tudo isso pra UM ANO.Inclusive eu lembro bem que na época o Cantoara afirmou que a empresa tinha condições de pagar R$100(repito,pra um ano), e agora ela paga os mesmos R$100 pra dois anos com um lucro bem maior???
Sem falar nas cláusulas sociais,a velha novela da plr(critérios no act),entraga pela manhã...nada será discutido até 2011...E ainda tem as armadilhas contidas no bojo da proposta.
Saudações,
James-Alagoas

ROGÉRIO UBINE - O CONSELHEIRO disse...

James,

Olha podemos diálogar se a proposta pode ser melhor ou não, o que me parece o único debate que existe hoje é 2 anos.Quanto a outros debates sobre PLR,ENTREGA PELA MANHÃ...sempre pensei que este debate é para o ano todo. No acordo coletivo tem uma claúsula de negociação permanente...Tem de negociar o ano todo. Mas ficando nos fatos, continuo avaliando o ganho real é muito vantajoso pra categoria.Agora James continue debatendo, estou vendo como positivo no sentido de garantir um debate sobre os rumos da categoria.
Saudações

James Magalhães disse...

Ubine,
porque a empresa não volta atrás nessa questão dos dois anos,porque tanto interesse e,o que é pior,nem sequer isso foi discutido durante as negociações.Somente no informe 19 que ela tocou no assunto de forma oficial,mas mesmo assim não apresentou nenhuma proposta nesse sentido antes da greve.
É de uma responsabilidade muito grande fecharmos um acordo assim,como disse,sem ao menos ter uma discussão antecipada.Ela devia se render as palavras do próprio ministro que se entregou numa entrevista:"nossa intenção é acordo bi,mas dependendo da resistência dos trabalhadores voltaremos atrás..."
Entendo que o governo tá fazendo a parte dele,mas nós temos que fazer a nossa e,os sindicalistas que apóiam essa idéia,ao invés de ficar tentando acabar a greve,tentariam negociar que essa discussão fosse aprofundada no ano que vem; Aí sim estariam provando que o projeto político não estaria acima da luta dos trabalhadores.
Saudações,
James-Alagoas

ROGÉRIO UBINE - O CONSELHEIRO disse...

James,

Como disse na matéria acima, interesse político tem de todos os argumentos, 2 anos pra blindar e 1 ano pra atacar. Sei que este debate é novo e o novo assusta.
Mas james, nos temos tantas bandeiras de lutas, temos que estudar e implementar, tanta coisa que efetivamente mobiliza a galera.
Então companheiro de luta há duas avaliações política no movimento, isto é salutar. Neste momento estamos vivendo um conflito de encaminhamento na classe. Lembro quando começamos a campanha , marcamos um CONSIN pra debater o GTI. Vários sindicatos reclamaram que estavam em campanha salarial, e comentei com uma militante antiga, minha amiga Lourdinha...Olha Lourdinha , de nada adianta a melhor campanha salarial, se os Correios for vendido, por isto todas as nossas energias tem de se concentrar na defesa dos Correios.
Quando nós fizemos a greve, James foi porque a proposta apresentada ofendia os trabalhadores 4,5%, quando se apresentou a proposta, que volto a afirmar , para dois anos tem um ganho de 15% real no piso.Achava que era hora de sair de moral alta e dedicarmos na defesa da ECT.
A medida provisório ou projeto de lei do GTI , deve sair no final deste mês.
James , é uma questão de avaliação política , nós em Ribeirão Preto fizemos a nossa, mas lembre-se quem esta dirigindo a greve ´são três grupos políticos(PSTU,PCO E MRL) que não assinam acordo coletivo há vários anos.Alias a Anair se quer assinava informe antes da greve.
No mais meu companheiro de luta, não quero de forma alguma influenciar ninguém. Quero apenas dizer o que pensamos, porque a coisa mais facil é criticar nestas horas a decisão diferente da nossa , eu respeito muitos os lutadores de Alagoas e sei que vocês sempre conduzem com muita tranquilidade e democracia a greve da categoria, mas não poderia me calar, neste momentos da categoria.
Um forte abraço,

James Magalhães disse...

Grande Ubine...admiro você porque nunca deixa de responder os questionamentos e não foge aos debates...
Mas vamos lá,você disse:"2 anos pra blindar e 1 ano pra atacar",porém,na verdade eu e muitos companheiros aqui de Alagoas não queremos nem uma coisa nem outra,queremos o direito de continuar negociando anualmente.Queremos avançar ainda mais,principalmente,nas cláusulas sociais. E se a avaliação é política,e o ano que vem é o último do Lula,teremos que conquistar o máximo que puder no próximo ACT,considerando que é o governo que mais trouxe avanços(com muita luta,claro).
Se o governo tem esse projeto,qual seria a garantia e o compromisso desse projeto com a defasagem salarial dos trabalhadores? Como disse antes,a empresa teria que fazer uma discussão sólida,com garantias sólidas quanto as dívidas históricas da ECT com os trabalhadores.
Desculpa se penso errado,sei que sou um "menino que ainda está aprendendo a andar" se comparado a sua experiência sindical e política.
Um abraço.

eddy disse...

Senhores bom dia!!
Tenho visto o comentário de todos,sou de mg e tenho a dizer que não importa se é de um ano ou dois o que importa é os ganhos no período,enquanto algumas pessoas que se recusam a modernizar a crescer talvez nos continuemos a ter também perdas,este acordo que ai está se ao invés de perdemos tempo dizendo -há de dois anos eu não quero este valor eu não quero!!Deveríamos ter dito a proposta é boa mas precisa ser melhorada queremos + um valor razoável que cobrisse os dois anos,teríamos uma proposta melhor.Estamos cansados de radicalismos se necessidade,queremos estratégias inteligentes,mesmo que seja com greve se for o caso,mas com o saber do momento de dialogar tb reconhecendo beneficíos.Se ao invés de ficarmos brigando e depois acabar aceitando os famigerados abonos que se fossem divididos e incorporados aos salários,hoje não estaríamos tão defasados.Penso que se a cada ano tivéssemos a reposição de perdas mais um ganho e incorporação de r$60,00 a r$70,00 não estaríamos melhor?Me respondam os economistas.Digo isto porque nos 12 anos que tenho nesta empresa tenho visto sempre esta politica de abonos e sempre achei que se reivindicássemos a incorporação de um certo valor de maneira sóbria e sem radicalismos xiitas, estaríamos melhor.

ROGÉRIO UBINE - O CONSELHEIRO disse...

James,

Primeiro você é um valoroso companheiro de luta, te conheço e sei de seu valor.Sei da sua seriedade e idealismo.Um legitímo representante da nossa juventude ecetista.
Não acho que a crítica dos dois anos seja aquivicada.Mas éu sempre defendi negociação permanete, e penso que temas como condições de trabalho tem de ter tratamento próprio, em campanha própria. Eu sou um defensor ferrenho da mudança do horário de entrega para manhã, eu acho esta luta necessária, quem já esteve em teresina no PIAUI sabe o que é calor, mas no Brasil inteiro é muito calor.Então eu penso que devemos organizar um grande seminário nacional de saúde do trabalhador e organizar esta campanha ...já pensou nisto?
Seria muito legal, e junto debater contratação , uniforme, EPI, metódos de trabalho. Cara tem tantas bandeiras que mobilizam a categoria, que precisamos mudar nesta empresa e podemos nos debruçar sobre isto.
Então meu amigo, tudo o que esta acontecendo é importante, não vejo como negativo, no sentido que as bases estão refletindo sobre seu rumos e suas organizações.Mas camarada não existe "GURUS", apenas pessoas que vem coisas de forma diferente. Olha já estive errados muitas vezes, e não tenho a vergonha de dizer que já errei muito, mas nunca deixei de colocar minhas opiniões e sugiro que continue assim, opinando e debatendo os rumos de nossa categoria , com respeito com é sua forma peculiar.
abraços,

James Magalhães disse...

Caro amigo,
obrigado pelas palavras!
Com certeza a realização de um seminário nacional é importantíssimo e a luta é contínua;
Mas você melhor que eu sabe: se já difícil mobilizar numa campanha salarial,imagina fora dela; muitas vezes o trabalhador só reage quando "leva um soco"(exemplo:luta pelos 30%) porém quando é somente "ameaçado de levar um soco" ele,por razões diversas que não entro no mérito,não reage; tivemos um exemplo da mudança pro Postal Previ em que os sindicatos só fizeram um simples pedido:"ninguém deve aderir ao postal previ porque esse novo plano retira benefícios",mas infelizmente por razões até de pressão psicológica da direção da empresa,90% dos trabalhadores aderiram de imediato...é por isso que falei anteriormente que a discussão de acordo bi deve ser aprofundada pra que possamos ter garantias estabelecidas nessa mudança.
Um abraço.

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