18 de janeiro de 2010

Funcef: Perspectivas para 2010

As políticas expansionistas dos Estados Nacionais foram determinantes para a economia mundial enfrentar a crise financeira e permitir a retomada do crescimento, mesmo que de forma heterogênea entre países emergentes e desenvolvidos. As economias do G7 sofreram o maior impacto das últimas décadas e a reversão das ações de estímulo só se dará após recuperação mais robusta do emprego. No entanto, para conter a deterioração fiscal serão necessários ajustes que limitarão o crescimento do mundo desenvolvido nos próximos anos.



Diante desse contexto, é de se esperar que países emergentes continuem atrair fluxos comerciais e financeiros. O principal pilar para sustentar o crescimento destes países vem sendo o aumento da demanda doméstica. Aqui no Brasil, por exemplo, trinta e um milhões de brasileiros ascenderam de classe e o aumento dos salários e do crédito possibilitou elevação sem precedentes do consumo de bens duráveis e semiduráveis, acelerando a recuperação dos setores de nossa indústria. Tal cenário se confirma com o resultado do PIB do 3º trimestre de 2009 que registrou crescimento de 1,3%. A economia retomou a trajetória de ascensão e deverá permanecer crescendo acima das economias desenvolvidas nos próximos anos.



Embora tal crescimento tenha ficado abaixo das estimativas, este veio acompanhado de forte elevação do investimento, da ordem de 6,5%, bem superior às expansões de 2% do consumo das famílias e de 0,5% do consumo do Governo. Ou seja, o país está crescendo de forma equilibrada e deverá atravessar 2010 sem pressões inflacionárias e sem necessidade de aumento da SELIC. Insistimos nesse argumento porque os juros são a principal variável para viabilizar o deslocamento da poupança para investimentos ancorados nos setor produtivo. Isso já vem acontecendo e um exemplo deste novo tempo que se instaura é o FI-FGTS, administrado e gerido pela Caixa Econômica Federal. Decorrido pouco mais de um ano do início de suas atividades o FI FGTS já destinou cerca de R$17 bilhões a projetos privados, muitos tidos até recentemente como inviáveis.



Hoje em dia poucos discordam que ocorreram avanços regulatórios e de organização institucional-financeira para as áreas de energia, petróleo e gás, indústria naval, telecomunicações, transportes, portos, construção civil e até em saneamento e infra-estrutura urbana. Em síntese, a crise possibilitou salientar que o Brasil tinha uma situação fiscal sólida, inflação controlada, reservas robustas e uma capacidade produtiva muito grande. Ressaltou, também, nossa principal vantagem em relação a outros países: um mercado interno que cresce estimulado por corretas políticas governamentais, e que forma uma sociedade de cidadãos consumidores. É esse alicerce que nos permitirá crescer 5% a 6% ao ano por muito tempo, tornando-nos a quinta ou sexta potência econômica mundial nos próximos anos.
Fonte:Guilherme Narciso de Lacerda - Funcef


Sobre o Blogueiro:
Rogério Ubine é carteiro na cidade de Ribeirão Preto, Diretor Nacional da FENTECT e Vice Presidente do Comitê Postal da UNI-AMÉRICAS

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