18 de fevereiro de 2010

Europa: Envelhecimento da população já preocupa

Em 2060, 1 em cada 10 terá 80 anos

Além da crise da dívida fiscal, outro fator ameaça o modelo social europeu: o envelhecimento da população. Em 2007, 16% dos europeus tinham mais de 65 anos. Em 2060, um a cada três europeus será aposentado, o que Vicenç Navarro, catedrático de Políticas Públicas da Universidade Pompeu Fabra, argumenta tornaria o atual modelo social europeu "inviável". Um a cada dez europeus terá mais de 80 anos.
"O impacto do envelhecimento da população europeia é bem maior que o impacto da atual crise para as contas do continente", avalia a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Para o principal economista da organização, Edward Whitehouse, a Europa não terá outra alternativa que não seja a de lidar com o número cada vez maior de idosos, que não pagam impostos e recebem suas aposentadorias. Na Grécia, a estimativa é de que o sistema de pensão declararia falência em 2013 se nada for feito.
Vit Samek, ex-conselheiro especial da União Europeia (UE) para a reforma do sistema de pensão, tem sua proposta. "Os europeus precisam voltar a ter mais filhos para que os país tenha suas aposentadorias financiadas no futuro."
Já a OCDE adverte que o atual processo de fechamento das fronteiras para os imigrantes terá de acabar e os trabalhadores irregulares terão de ser incorporados nas economias. Só assim, segundo a OCDE, o sistema de pensão será resgatado de uma falência.
Mas, diante do desemprego atual, governos europeus estão sendo pressionados a tomar medidas que vão no sentido contrário, expulsando estrangeiros e limitando ao máximo a entrada de trabalhadores de fora da UE.
PROTESTOS
Os sindicatos de vários países já prepararam mobilizações, alertando que não pagarão o preço da crise gerada pelos bancos. Governos apoiados pelo setor sindical já começam a ver sua popularidade desabar e o impacto poderá ser sentido nas eleições nesses países nos próximos meses, como no Reino Unido.
Tony Atkinson, professor da Universidade Cambridge, alerta que o modelo europeu atual de bem-estar social dificilmente conseguirá ser mantido e chega a propor que os governos europeus pensem na hipótese de garantir salários mínimos para seus cidadãos diante de uma tendência de deterioração da situação social no continente nos próximos anos.
Fonte:O Estado de S.Paulo-14.02


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Sobre o Blogueiro:
Rogério Ubine é carteiro na cidade de Ribeirão Preto, Diretor Nacional da FENTECT e Vice Presidente do Comitê Postal da UNI-AMÉRICAS

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