5 de maio de 2009

Bolsa ganha 15,5% e lidera ranking de aplicações

Valorização em abril é puxada pelos estrangeiros; alta no ano beira 26%
Pelo segundo mês seguido, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) liderou a corrida dos investimentos. O ganho de 15,5% foi o melhor em termos mensais desde fevereiro de 2005. O segundo lugar do levantamento ficou com os CDBs com aplicação mínima de R$ 100 mil, que renderam 0,75%. Na rabeira ficou o ouro, com desvalorização de 6,94%.


O Ibovespa também encabeça o ranking do ano, com ganhos acumulados de 25,94%. A seguir estão, de novo, os CDBs com mais de R$ 100 mil, cuja rentabilidade chega a 3,07%. No último lugar está o dólar comercial, com perdas de 6,3%.
A bolsa brasileira foi beneficiada em abril pela melhora da conjuntura internacional. Indicadores econômicos de vários países apresentaram evolução no mês, o que tem levado alguns analistas a afirmar que o fundo do poço da crise ficou para trás.
Com isso, muitos investidores já saíram à caça de oportunidades de aplicações mundo afora. Nesse contexto, a bolsa brasileira ganhou destaque porque o desempenho econômico do País está relativamente melhor do que o de outros emergentes, os preços das ações caíram fortemente aqui entre outubro e dezembro e o Brasil é um grande produtor de commodities (a demanda por matérias-primas é uma das primeiras a crescer em períodos de recuperação).
Para se ter uma ideia, o saldo de investimentos estrangeiros na bolsa brasileira em abril estava positivo em R$ 3,75 bilhões no acumulado até o dia 28 (último dado disponível). No ano, o superávit era de R$ 5,1 bilhões.
Apesar da expressiva rentabilidade, analistas ainda recomendam cautela aos investidores dispostos a entrar - ou voltar - para a bolsa. "O grande ?x? da questão é dividir as compras", receita o administrador de investimentos Fabio Colombo. Ao fazer isso, diz ele, o aplicador consegue obter um preço médio da ação, o que diminui a chance de prejuízo.
Colombo observa que nenhum analista consegue prever com precisão, em um momento instável como o atual, a tendência de curto prazo para a bolsa. Pessoalmente, ele acredita que o mercado está "esticado". Isso significa que pode haver alguma reversão do movimento de alta no curto prazo.
O dólar, patinho feito das aplicações até agora, deve ser visto, segundo Colombo, como um seguro. O ideal, diz, é que o investidor mantenha uma parcela pequena das economias na moeda americana para enfrentar períodos de turbulência. Segundo especialistas, é muito arriscado, para o investidor comum, especular no mercado de câmbio.
O banco Santander, por exemplo, reviu esta semana a projeção para o dólar no fim do ano de R$ 2,60 para R$ 2,40, em razão das contas externas. Na avaliação do banco, os números "têm surpreendido para melhor nos últimos meses".
Fonte: O Estado de S.Paulo-01.05- Leandro Modé -

Sobre o Blogueiro:
Rogério Ubine é carteiro na cidade de Ribeirão Preto, Diretor Nacional da FENTECT e Vice Presidente do Comitê Postal da UNI-AMÉRICAS

1 comentários:

ROGÉRIO UBINE - O CONSELHEIRO disse...

Como conselheiro do Postalis, sempre olho com otimismo a recuperação dos mercados. Sabemos que a crise mundial é grande , porém as notícias de recuperação sempre são boas. A crise não tem data para acabar , mas o Brasil sem dúvida alguma esta mais preparado pra enfrentá-la.

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